LEVANTE-SE DO FARDO
Não carrego cruz inventada,
nem me visto de lamento.
O peso é só fardo,
se eu não me mexo, prende.
O mundo não espera,
o passo é meu, urgente.
Levanto da cadeira torta,
rasgo o papel das desculpas.
A rua me chama áspera,
mas é nela que se vive.
O corpo é verbo em movimento,
a vida não aceita pausa.
Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)