A MÁSCARA DA PIEDADE
Quando subo ao topo, a inveja me ataca,
calúnias cortam feito lâmina de faca.
mas basta cair, que a turba piedosa,
me cobre de dó, piedade enganosa.
A língua que fere é a mesma que afaga,
o beijo que salva é o punhal que me traga,
exibem-se em palcos, em coro fingido,
e logo me empurram ao pó esquecido,
Hipócrita mundo, teatro barato,
aplauso vendido, discurso ingrato,
prefiro o silêncio da queda sincera,
à máscara vil que a todos espera.
Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)