Benedito Morais de Carvalho(Benê)
NÃO SOU POETA, SOU UM ARRUMADOR DE PALAVRAS.
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SILÊNCIO DE VOZES

 

As vozes que moldaram o vento,

Alceu, Djavan, Fagner, Caetano,

Chico Buarque, Roberto Carlos,

Martinho e Zeca Pagodinho,

onde guardam o canto novo?

 

Há mais de vinte anos,

o vinil virou lembrança,

o CD virou relíquia,

e o Spotify espera, vazio,

por inéditas que não vêm

 

O Brasil ainda vibra,

a esquina ainda pede samba,

o sertão ainda pede viola,

a cidade ainda pede poesia.

 

Mas vocês, mestres,

se recolheram ao murmúrio do passado,

como se o futuro não merecesse

a mesma ousadia.

 

Roberto, rei da MPB,

onde está a canção inédita

que deveria nascer em dezembro,

como o carro-chefe da Globo,

abrindo o ano com esperança

e fechando o ciclo com música?

 

Cantores, não nos deixem órfãos

de novidade.

A música é rio,

não pode parar.

 

Queremos o risco,

o improviso,

o tropeço que vira clássico.

Queremos o agora.

 

Chega de músicas repisadas,

somos inteligentes,

merecemos músicas novas,

merecemos o presente cantado.

 

Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)

 

 

 

 

 

 

Benedito Morais de Carvalho (Benê)
Enviado por Benedito Morais de Carvalho (Benê) em 04/05/2026
Alterado em 04/05/2026
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