Benedito Morais de Carvalho(Benê)
NÃO SOU POETA, SOU UM ARRUMADOR DE PALAVRAS.
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Textos

FANATISMO

 

um rosto de vidro rachado

um tambor que pulsa sem pele

um grito que não sabe de onde veio.

 

um cortejo de olhos imóveis

um cálice cheio de areia que ninguém bebe,

um horizonte que se dobra como ferro quente

 

um tempo que mastiga máscara

um pássaro inventado que nunca voa

um silêncio que engole o delírio inteiro.

 

Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)

 

 

Benedito Morais de Carvalho (Benê)
Enviado por Benedito Morais de Carvalho (Benê) em 12/05/2026
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