FANATISMO
um rosto de vidro rachado
um tambor que pulsa sem pele
um grito que não sabe de onde veio.
um cortejo de olhos imóveis
um cálice cheio de areia que ninguém bebe,
um horizonte que se dobra como ferro quente
um tempo que mastiga máscara
um pássaro inventado que nunca voa
um silêncio que engole o delírio inteiro.
Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)