VERSOS SEM NEXOS
No papel repousa o anexo,
se desenha um traço convexo,
mas tropeça num passo inflexo,
ecoando num tom retroflexo.
No riso que brota em amplexo,
se revela um mundo complexo,
que se espelha num claro reflexo,
e termina sorrindo sem nexo.
Entre o sonho surge o desnexo,
se confunde num fio implexo,
se desvia num passo deflexo,
se divide num salto biflexo,
Na surpresa desponta o perplexo,
no silêncio se mostra irreflexo,
se mistura num tom incompexo,
e se perde no jogo inconexo.
Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)