Benedito Morais de Carvalho(Benê)
NÃO SOU POETA, SOU UM ARRUMADOR DE PALAVRAS.
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       O VOTO E A AMIZADE

 

     Há quem transforme política em duelo de bandeiras. Como se cada eleição fosse uma batalha campal, onde partidos viram times e candidatos, ídolos de arquibancada. Mas será que precisa ser assim?

     O voto é um gesto íntimo, silencioso, feito de urna sem plateia. É direito, não arma. E, justamente por ser secreto, deveria ser respeitado como escolha pessoal, não motivo de discórdia.

     Amigos se afastam, famílias de dividem, vizinhos se estranham, tudo por causa de políticos que, no fim das contas, nem sabe quem somos. Quando a política vira torcida organizada, perde o sentido. O que deveria ser debate vira briga, e o que deveria ser convivência vira rancor.

     Ser eleitor independente é recusar esse jogo de rivalidade. É entender que cada um tem o direito de escolher seu candidato sem precisar justificar ou se desculpar. É respeitar o voto alheio como se respeita o silêncio de uma oração.

     A propaganda, deixemos para os candidatos. A nós, cidadãos, cabe apenas o gesto simples de ir à urna e votar. Depois, voltar para casa, tomar um café com os amigos, conversar sobre a vida, porque amizade e respeito não se mede por ideologia.

     No fim, política passa. O que fica é a convivência. E se há algo que merece ser defendido com paixão, não é um partido, mas a amizade que resiste às diferenças. Pelo menos esse é o meu ponto de vista.

 

Crônica de Benedito Morais de Carvalho

Benedito Morais de Carvalho (Benê)
Enviado por Benedito Morais de Carvalho (Benê) em 26/05/2026
Alterado em 26/05/2026
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