O TERRORISMO INVISÍVEL
O crime organizado veste a fantasia de poder, mas sua essência é o terror. Não há nada de heroico em quem trafica drogas, em quem abastece o mercado negro de armas, em quem transforma vidas em mercadoria, em quem coleciona cadáveres como troféus. São senhores da crueldade, que se alimentam do medo e da dor, deixando rastros de estupros, roubos e mortes como se fossem marcas registradas de uma empresa macabra.
Chamam-se "organizações", mas o que organizam é o caos. Criam códigos, mas são códigos de silêncio e submissão. E a sociedade, refém, aprende a conviver com o medo como se fosse vizinho inevitável.
No meu humilde ponto de vista, toda estrutura que provoca terror, que subjuga inocentes e espalha violência sistemática, merece um nome direito: terrorismo. Invisível, porque não se assume, não se declara, não se apresenta em bandeiras oficiais. Mas está lá, infiltrado nas esquinas, nos becos, nas favelas e nos condomínios de luxo, nos noticiários e nas memórias de quem sobrevive.
O tráfico de drogas é o combustível dessa engrenagem sombria. É o motor que mantém viva a indústria da violência, multiplicando vítimas e perpetuando o medo. O terrorismo invisível não precisa de propaganda: ele se impõe pelo silêncio das vítimas e pela indiferença dos que fingem não ver.
Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)