Benedito Morais de Carvalho(Benê)
NÃO SOU POETA, SOU UM ARRUMADOR DE PALAVRAS.
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SENEGAL: GOL NA LAMA

 

Ossos expostos,

barro duro,

água que não chega,

crianças magras,

ventres ocos,

chuva vira enchente,

enchente vira nada.

 

Silêncio partido,

ritmo inventado.

No pé de Mané, 

a bola gira,

o grito explode,

gol sem pão,

alegria sem teto.

 

Não salva,

conforta,

um lampejo,

um salto,

um instante suspenso,

dor esquecida,

futuro imaginado,

bola rasgando o ar.

 

Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)

 

 

 

Benedito Morais de Carvalho (Benê)
Enviado por Benedito Morais de Carvalho (Benê) em 01/07/2026
Alterado em 01/07/2026
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