CHANCHADAS NO CINE ELDORADO
Na década de sessenta o riso fluía,
No Eldorado, em Juazeiro iluminado,
Eu, menino, nas chanchadas me perdia,
No encanto breve do riso abençoado.
Oscarito reinava em doce alegria,
Grande Otelo brilhava ao meu lado,
Zé Trindade em fulgor me conduzia,
E o tempo era um sonho eternizado.
Mas veio a vida e levou os momentos,
Restou saudade em ecos tão distantes,
No coração guardo os sentimentos.
Hoje recordo os risos cintilantes,
E em melancolia busco os fragmentos,
Da infância feliz, das tardes radiantes.
Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)
SP, março de 1992