QUEBRADA É VOZ, É CULTURA
Na batida eu avanço, o morro tá vivo,
Sou cria da favela, guerreiro altivo.
Aqui tem suor, tem luta, tem calor,
Respeita meu espaço e o meu valor.
No baile da esquina, a Perifa inflama,
É riso, é dor, é esperança que chama,
Não julga pela capa, não aponta o dedo,
Aqui tem história, coragem e enredo.
Eu peço respeito, não peço favor,
A favela é raiz, é força, é amor.
O som se espalha pra ser sentido,
O fank é protesto, é voz, é vivido.
Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)
SP, março de 2024