Benedito Morais de Carvalho(Benê)
NÃO SOU POETA, SOU UM ARRUMADOR DE PALAVRAS.
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PROMESSAS QUE NÃO CHEGAM

 

Os sinos da história dobram lento,

do Império ás ruas quebradas,

promessas sopradas como fumaça,

palavras gastas em palanques dourados.

 

O povo espera, cansado, calejado,

espera políticos sem máscaras de ferro,

sem discursos ocos, sem mentiras baratas,

espera os resultados, não o teatro.

 

As ruas pulsam em silêncio,

um coro de vozes roucas,

esperando que alguém fale a verdade,

não mais slogans pintados em cartazes.

 

Honestidade não deveria ser milagre,

mas virou utopia em praça pública,

E o povo, paciente como pedra,

aguardam tempos melhores que não chegam.

 

Quem venham líderes sem correntes de vaidade,

sem promessas vazias que apodrecem no vento,

quem falem com o coração aberto,

e não com a língua afiada da mentira.

 

Até lá, seguimos cantando,

como um trovador no deserto,

um hino ácido, um grito de impacto,

esperando soluções que tardam demais.

 

Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)

SP, abril de 2022

 

Benedito Morais de Carvalho (Benê)
Enviado por Benedito Morais de Carvalho (Benê) em 20/08/2026
Alterado em 20/08/2026
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