PROMESSAS QUE NÃO CHEGAM
Os sinos da história dobram lento,
do Império ás ruas quebradas,
promessas sopradas como fumaça,
palavras gastas em palanques dourados.
O povo espera, cansado, calejado,
espera políticos sem máscaras de ferro,
sem discursos ocos, sem mentiras baratas,
espera os resultados, não o teatro.
As ruas pulsam em silêncio,
um coro de vozes roucas,
esperando que alguém fale a verdade,
não mais slogans pintados em cartazes.
Honestidade não deveria ser milagre,
mas virou utopia em praça pública,
E o povo, paciente como pedra,
aguardam tempos melhores que não chegam.
Quem venham líderes sem correntes de vaidade,
sem promessas vazias que apodrecem no vento,
quem falem com o coração aberto,
e não com a língua afiada da mentira.
Até lá, seguimos cantando,
como um trovador no deserto,
um hino ácido, um grito de impacto,
esperando soluções que tardam demais.
Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)
SP, abril de 2022