Benedito Morais de Carvalho(Benê)
NÃO SOU POETA, SOU UM ARRUMADOR DE PALAVRAS.
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PÁTRIA ÓRFÃ

 

No riacho do Ipiranga mudo,

há espuma cinza, lixo boiando,

a pátria mãe respira veneno,

e o verde da bandeira apodrece.

 

Sete de setembro: desfiles apáticos,

independência de cartório,

morte em prestações,

o povo mastiga decepções.

 

O futuro? Um boleto não pago,

a pátria órfã de si mesma,

celebrar o quê, senão a ironia

de um país que nunca se libertou.

 

Autor: Benedito Morais de Carvalho (Benê)

SP, setembro de 2015

 

 

Benedito Morais de Carvalho (Benê)
Enviado por Benedito Morais de Carvalho (Benê) em 06/09/2026
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